Clarice Lispector

Parece que vira perseguição, todas as vezes que vou em busca de uma nova frase ela esta lá. E não é por menos, dona de palavras que formam frases lindas, talentosa, um jeito particularmente incrível de se expressar. Poucos são os escritores que gosto, que me faz ler e ela tenho que dizer me aprisionou. Nunca li nenhuma obra da Clarice, ainda, mas como já tenho um conhecimento de alguns textos e frases da moça, eu quero dividi-lo, porque quando uma coisa boa, gosto de dar um pedacinho para vocês também experimentar.
 
 
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Era dia 10 de Dezembro de 1920, quando Haia Lispector nasceu na cidade russa de Tchetchelnik, na Ucrâ­nia. Após dois anos, seus pais, Pedro Lispector e Marian Lispector junto com a familia deixaram a terra natal com destino às terras brasileiras e por iniciativa do pai, todos mudam de nome, exceto umas de suas irmãs. A Partir daí Haia se torna Clarice, como ate hoje é conhecida.
Além de escrito foi também jornalista. Escreveu romances, contos, crônicas e literatura infantil. Dentre suas obras as que mais se destacam esta Laços de Família, Perto do Coração Selvagem, A Paixão segundo G.H. e À Hora da Estrela. E em 1997, ela morre com câncer inoperável.
Sou tão misteriosa que não me entendo”. A verdade é que ela reconhecia com espanto ser um mistério para si mesma, e para mim continuara sendo para seus admiradores, ainda que os seus textos confessionais possibilitem revelar se a nós a sua densa personalidade.
A descoberta do amor
“Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.”

Ideal de vida
“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
(...)
No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.
É pouco, é muito pouco.”

Viver e escrever
“Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranquila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”

Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2004.
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar.
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.
Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam. (A Hora da Estrela)

Eu indico a vocês os textos: Das Vantagens de Ser Bobo, Há Momentos, Adoro Voar.
Gostou da Tag Resenha? Dos textos da nossa escritora? Aguardem os próximos;


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